A Mare é um grito que anseia por liberdade. Uma pessoa doida para quebrar as grades e fugir dessa gaiola que nos aprisiona cujo nome é sociedade. Alguém com ausência de uma tal “saúde mental” de acordo com os curiosos padrões contemporâneos. Um ser humano que, mesmo presa, tenta ser livre dessas regras horripilantes: dinheiro, poder, imagem. Uma criatura que tenta se encontrar de maneira torta e pouco eficaz, lutando bravamente para remar contra a maré e ser feliz.
Fora isso, ela é uma carioca que estuda Mídia na Federal Fluminense, que ama as palavras, mas que faltou com colhão para se graduar em Letras na Federal do Rio de Janeiro e que vive intensamente e desesperadamente desde 1991.
Ela é uma apaixonada pelos grandes: suicidas, alcoólatras, infelizes, pessoas que viveram com depressão crônica, só gente bacana. Albert Camus, Caio Fernando Abreu, George Orwell, Guy Debord e por aí vai. Rubem Alves, apesar de não ser – até que se prove o contrário – problemático também está na lista. Não poderíamos deixar de citar Woody Allen (o favorito), Clint Eastwood, Billy Wilder e Spielberg.
Reza a lenda que é escritora. Seja lá o que isso queira dizer. Mas um dia resolveu escrever e daí pra frente não conseguiu parar. Faz parte daquele círculo perigoso que escreve para se sentir bem e não simplesmente para publicar. Deve ser por esse motivo que seus textos são banhados de uma sinceridade irritante.
É uma pessoa que se vicia facilmente e, por isso, não larga a caneta e a internet. Tenta andar na linha, mas possui uma veia latejante que clama por jogar a bosta no ventilador e ver o que acontece.
Por fim, eu sou uma pessoa que as vezes fala em terceira pessoa para se sentir imponente e que, sinceramente? está muito mais preocupada em ser do que parecer.
Quer um resumo?
Mare Soares é autora desde 2010 quando publicou de forma independente Chantilly, suspense de estréia. Atualmente trabalha em Copenhagen, continuação da trilogia e está em busca de uma editora para Passe-Livre, seu primeiro romance psicológico. Escreve porque precisa, da mesma forma que respira porque precisa.










